Sunday, July 31, 2005

A Dona Alzira na sua cadeira de baloiço parecia esperar vizitas. A forma como ela mexia os olhos deixava adivinhar duas coisas; uma é que ia chover a outra a vizita do novo inspector, um tipo chamado Vicente e que vinha tentar acertar um relógio á muito desacertado. O inspector Vicente leu o relatório escrito pelo antigo e defunto inspector, ficou a conhecer alguns dos intervenientes e pensou fazer uma viagem á Austria para saber o que pensaria o dr Sismundo sobre um crime daquela naturesa e porque sémen nos olhos e não champanhe. O corpo não era percorrido por gotas de champanhe. Se o corpo tivesse sido percorrido por gotas de champanhe o inspector vicente deduziria que se tratava de um conde Francês o autor do crime, mas em virtude de ter sido encontrado semen nos olhos da vitima chegou o inspector vicente á conclusão que o criminoso negociava com material ard cor. Era imperioso estar de olho sobre todos os consumidores de jornais e revistas de teor pornográfico.
Enquanto a Dona Alzira se vai balançando na cadeira e nos seus pensamentos tocam á campainha.
- Bom dia minha Senhora.
- Bom dia inspector, preparei-lhe um chá.
- Um chá agradeço.
- Tire o casaco vai sentir-se mais á vontade.
- A senhora já vive neste bairro á muito tempo.
- Sim, desde pequena.
- Sempre foi um bairro tranquilo até acontecer aquele crime não foi.
- O mundo de um modo geral é um bairro intranquilo.
- É verdade. Diga-me a senhora conheceu o falecido inspector?
- Ele vinha cá muitas vezes, era apreciador de bacalhau. ainda guardo fotografias e tenho uma fotografia da pobre com os olhos brancos de neve.
- Naquela altura suspeitavasse de quem?
- Havia a teoria de que o crime tinha sido práticado por uma pessoa gorda.
- E em que é que se baseavam essas teorias.
- Alguém tinha visto um homem gordo a rondar o lugar onde tinha sido praticado o crime, suspeitou-se de um policia que costumava adormecer de noite á porta da lavandaria quando ficava bebedo.
continua

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