Sunday, July 31, 2005

OS MEUS GASTOS DIAS

Os meus dias, os meus gastos dias, agora que me falta alcool no copo e nao posso desabafar no livro, nao posso vingar-me completamente nas palavras por a solidao ter ter agarrado tempo de mais a minha juventude. Os meus dias, os meus gastos dias levados como um galope de cavalo que revolve a terra e que mostra em segredo a distancia de eu nao ter corpo e de jà nao ter pensamento. Eu fico um pouco alegre por ninguem saber a idade do rio. Nunca ninguem pergunta sobre a idade dele, nalgum romance pode surgir um por de sol e um homem que se apaixona e nao arrasta a margem dos anos para o seu peito enamorado e jovem. Os meus dias, os meus gastos dias, agora que me falta salpicar o rosto de àgua salgada e fumar o amarelo cigarro enquanto o fumo è uma nuvem ou um pàssaro doente que me olha enquanto eu olho o diàrio. Estou com o rio, nao estou perto dele, na verdade nao estou com ele, mas falo-lhe quando os homens ficam fechados e as maos nao se abrem, mesmo que nao esteja com ele, ele da-me àgua e limpa-me os meus olhos tristes e mesmo que tenham sido muitas vezes aquela è a vez em que eu sou criança e sinto vontade de mexer os braços da vida e de ser tao completo como uma cor a germinar o cèu. Os meus dias, os meus gastos dias, agora que por mim passam as estaçoes e eu deixei de inventar aquela que todos os dias me amava quando eu nao acreditava e agora nao acredito nas palavras mas quero o fogo e as pessoas pois tenho frio eè melhor um pouco de calor, è melhor quando aceito este momento e consigo chorar porque o rio nao me faz perguntas e o vento atira-me para a terra quando jà nao consigo dançar com a vida. Agora que os meus gastos dias vao se aproximando eu tento uma longa viagem, pofdem as estrelas acompanhar-me e podes tu lembrar num relamnce de olhos que a eternidade è o livro que fica e a gota do vinho que resta no copo e tu escutaràs a mesma musica e do resto fica a sombra e o pò dos caminhos selvagens. Os meus dias os meus gastos dias, jà nao tenho sangue para verter mas se ainda puder ouvir vidas de encantar e utupiaas de nao sentir morrer.Ò meu amigo ò minha amiga deixa-me o vinho e o tabaco e o perfume, sò isso sobre a terra, quero renascer e se a chuva cair que o rio me proteja e a noite tenha o direito de me abandonar. Os meus dias, os meus gastos dias, agora que me falta alcool no copo e nao posspo desabafar completamente no livro, nem vingar-me nas palavras que fazem o òdio nos homens. Ò meu amigo ò minha amiga deixa-me o vinho ou umas asas para voar se eu tiver coragem para me lançar da janela infinita. os meus dias, os meus gastos dias, dias gastos a procurar e a esconder, dias em que se tentou fazer de novo o amor e o teu corpo febril ficava no meu e havia um espaço entre o desejo que eu tinha e o teu modo de experimentares a mao da natureza e a minha mao no teu sexo. Os meu dias, os meus gastos dias, a cama onde ainda cheiro o teu corpo que espera e nòs agora juntos na mesma esperamos que seja o momento de ficarmos dissolvidos no mesmo coraçao, no mesmo habito de entrelaçar nos dedos as nossas seguras duvidas do amor e da vida e da morte absoluta que è o prazer de tudo isto. Os meus dias, os meus gastos dias agora que me falta ver um cao a dormir no livro sujo e o vagabundo a vomitar nas escadas do museu de arte comtenporanea, agora que o cao me ama e o vagabundo nao me julga e agora que ainda hà alcool no copo e a fogueira ainda està acesa, Ò minha amiga ò meu amigo peço as vossas maos, nao as vossas palavras, mas as vossas maos, assim talvez a minha viagem e o meu segredo possa ficar entre mim, voces e o rio.

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